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Cagadas Acontecem

...mas nós não vamos nos abalar, ok?

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Itanhaém, litoral paulista
Atualmente morando em: São paulo, capitar.
Eu sou: Difícil de entender, complicado me explicar.
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~[ "Você pode fazer qualquer coisa que você por na sua mente, cara." - Lose yourself, Eminem ]~

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aa aa Sexta-feira, Janeiro 19, 2007

"O que nós podemos fazer para conter o efeito estufa, que ameaça o futuro do nosso planeta"
chamada do Fantástico do próximo domingo

O que nós podemos fazer?
Boa pergunta. Aliás, há muito isso vem martelando na minha cabeça.
Quando a gente vê na tv os furacões na Alemanha, a neve na Califórnia, o derretimento das calotas polares na Groelândia e a o caralho a quatro na puta que pariu, fica um sentimento de "meu Deus, preciso fazer algo!"
É, precisa mesmo!
Mas o quê?
Às vezes parece que o mundo é tão grande, tão grande, e tem tanta gente por aí que o que eu fizer parece não ter importância...
Eu posso tentar tomar banhos mais rápidos, desligando o chuveiro enquanto eu passo o shampoo; posso tentar lavar a louça com a torneira fechada enquanto eu limpo os pratos; posso até fazer um esforço e organizar uma coleta seletiva em casa. Mas essas coisas, diante desse imensidão de gente que não faz nada, parecem tão insignificantes, não?
Não!
É mudando aquele vewlho modo de pensar "de-que-adianta-fazer-minha-parte-se-ninguém-faz-nada" que temos alguma chance de mudar alguma coisa. Na atual situação em que o planeta se encontra, qualquer ajuda, por menor que seja, já conta muito.
E o mais importante é começar a prestar atenção em como as pequenas coisas podem influenciar. É aquela velha história do Efeito Borboleta: uma coisinha que eu faço aqui pode mudar sim, e muito.
Pra começar, quando você já tiver percebido que seu banho não precisa durar 30 min, que dá pra ficar menos de 10 min com o chuveiro ligado, convença a sua irmã disso. Pegue no pé da sua mãe para ela fechar a torneira enquanto lava os pratos. Ao invés de fazer coleta seletiva só na sua casa, faça no seu prédio, condomínio, bairro. Influencie as outras pessoas - quanto mais gente aderir aos pensamentos ecológicos, mais chances a gente têm.
Pesquise. Informe-se. O que mais você pode fazer? O Google está aí não só para você achar sites daquela banda que você gosta, mas também para encontrar alternativas. Milhares de pessoas já se preocupam com o meio-ambiente há anos, e fizeram sites para informar as pessoas. Procure. Leia sobre o assunto.
E quando você já estiver informada, informe aos outros. Entre para uma ONG. Arraste a sua melhor amiga junto. Torne-se uma ambientalista pentelha, que se amarra em árvores e boicota as grandes empresas (tá, me animei demais. isso não é uma revolução. Ou é?).
E, para não dizer que eu não dei dicas mais concretas, assista o documentário "Uma Verdade Inconveniente", do político Al Gore (lembra dele? Ele foi o cara que perdeu as eleições para o Bush. Depois de ver esse filme, você vai realmente achar isso uma pena.). Talvez não esteja mais em cartaz, mas assim que sair em dvd, alugue. Ou compre. É o tipo de filme que deve ser visto várias vezes, e por todas as pessoas.
E, acima de tudo, se interesse. Sempre.

Fala Doente!: Quarta-feira, Janeiro 17, 2007

No escurinho do cinema

Segunda à noite passou na Warner o Golden Globe, ou, o Globo de Ouro, uma "prévia" do Oscar.
Bem, eu sou meio (meio?) viciada em cinema, filmes, atores, e afins, então estou sempre assistindo a essas coisas. Além desses pré-requisitos, o fato de, quando de férias, eu passar as noites vendo televisão até as duas da manhã ajudou bastante.
Eu sei que Globos de Ouro e Oscars e premiações assim são meio manjadas, muitas vezes os filmes premiados são aqueles dos maiores estúdios, os mais famosos e tudo mais, deve ter jabá com certeza... Mas eu gosto de ver mesmo assim, afinal, mesmo sendo de grandes estúdios e com objetivos claramente comerciais, muitos dos filmes presentes são muito bons.
Por exemplo, eu assisti Os Infiltrados, do Martin Scorcese, no cinema, e é muito bom mesmo, são quase três horas de filme que você não desgruda os olhos da tela. E vale muito a pena ver o jack Nicholson interpretando o gangster, ele é demais, pena que não ganhou nada. Outro que não ganhou mas merecia foi o Leonardo Di Caprio, está muito bem nesse filme - aliás esse filme é responsável pelo meu novo vício no DiCaprio, há muito ele não é mais só um rostinho bonito e faz uns filmes muito bons, mal posso esperar para ver Diamante de Sangue. O Scorcese acabou ganhando de melhor diretor por esse filme. E outro que faltou ser lembrado na premiação: o Matt Damon, está demais nesse filme, fazendo o bandido infiltrado na polícia.
Mas tem umas coisas nessas premiações que me estressam. Por exemplo, quando um cara que ganha um prêmio fica muito emocionado e começa a falar demais, então os caras do programa colocam a músiquuinha no meio do discurso para o cara calar a boca, isso me estressa muito! Poxa, o cara trabalhou no filme sei lá quantos meses, e quando é reconhecido pelo seu trabalho, não pode nem agradecer direito? Foi o que aconteceu quando o diretor de Babel (com Brad Pitt, Cate Blanchet, Gael Garcia Bernal, passado em três países, promete ser um filmão) foi agradecer pelo prêmio de melhor filme. Foi a última premiação da noite, e eles já estavam correndo com o programa para terminar no horário, então no meio do discurso do cara, colocaram a musiquinha maldita. Ele teve que agradecer a família dele com a incoveniente trilha sonora no fundo e super rápido. Ô falta de educação viu.
Outra coisa que eu não gostei muito: o filme do Clint Eastwood ganhou na categoria de melhor filme em línga estrangeira. O filme é de um estúdio americano, o diretor é americano, o dinheiro é americano, mas o filme se passa no Japão e é todo falado em japonês, então concorreu nessa categoria. Eu não achei muito justo, afinal essa é a única categoria em que filmes de outros países têm chances, como o Volver, do Almodóvar (também vi no cinema, é muito bom), e filmes Mexicanos, e alemães... É uma forma de dar oportunidade de se reconhecer filmes estrangeiros, e eles premiam um filme americano?
Enfim, essas coisas me deixam meio estressada, mas no final das contas eu sempre acabo assistindo a essas coisas, mesmo sabendo que talvez sejam meio manjadas e tudo o mais.

Férias, fazer o quê?
Sempre acabo na frente da televisão vendo filmes até as duas horas da manhã.

Fala Doente!: Terça-feira, Janeiro 09, 2007

Eu sei que já escrevi sobra amizade faz pouco tempo (dia 13.12, para ser mais precisa), mas parece até que é destino: o tema da redação da fuvest era esse mesmo, amizade. Eu acho até que fui bem, já tinha o texto quase pronto na cabeça graças ao post (quem disse que blogs não servem pra nada?), até citei Virgínia Woolf (que eu citei no post). Não quero escrever mais um texto sobre o assunto, mas quero por uns textos aqui, de gente que sabe escrever melhor que eu, talvez (hehe).
O primiero estava na coletânea que a fuvest preparou para a redação; o segundo estava naqueles livrinhos com a solução da prova que o etapa preparou; e o último estava na minha páginas de scraps, em uma daquelas correntes de Feliz Natal que todo mundo recebe.

"Em primeiro lugar (...), pode-se realmente "viver a vida" sem conhecer a felicidade de encontrar num amigo os mesmos sentimentos? Que haverá de mais doce que poder falar a alguém como falarias a ti mesmo? de que nos valeria a felicidade se não tivéssemos quem com ela se alegrasse tanto quanto nós próprios? Bem difícil te seria suportar adversidades sem um companheiro que as sofresse mais ainda.
(...)
Os que suprimem a amizade da vida parecem-me privar o mundo do sol: os deuses imortais nada nos deram de melhor, nem de mais agradável."

Cícero (pensador da Antigüidade Clássica), Da amizade.

"O amor faz promessas que afinal não cumpre; a amizade cumpre promessas que afinal não fez"
Antigo ditado português.

Um dia a maioria de nós iremos nos separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos. Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim...do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar quem sabe nos e-mails trocados. Podemos nos telefonar conversar algumas bobagens...Aí os dias vão passar, meses, anos, até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo. Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: "Quem são essas pessoas?" Diremos que eram nossos amigos e isso vai doer tanto! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida! Então é preciso cultivar a amizade dia a dia.
autor desconhecido (ao menos por mim!).

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Acabou a fuvest, finalmente (e, pelo menos para mim)!
Que engraçado. Passei um ano inteiro me preparando para ela. E, ainda assim, não me sentia nem um pouco preparada na hora. Talvez não estivesse mesmo. Talvez todo mundo se sinta assim.
História engraçada: quando eu estava indo fazer a prova, tinha acabdo de descer do ônibus, esperando o farol abrir para poder atravessar a rua, pára uma menina do meu lado.
- oi, você sabe onde é a faculdade Rio Branco?
- Sei sim, e estou indo para lá, se você quiser eu te levo - respondi. Era lá que eu estava fazendo as provas. - Você vai prestar a fuvest? - perguntei, para puxar assunto.
- Vou sim.
- Ah, tá prestando pra quê?
- Letras.
Maravilha, a última coincidência que eu queria que acontecesse comigo. te todas as cinco milhões quatrocentas e quarenta mil carreiras que tem na USP, a menina que veio me pedir informações estava justamente prestanto para o mesmo curso que eu. Só me restava responder uma coisa:
- Então não vou poder te mostrar o caminho...
(risadas)
- Por que, você tá prestando Letras também? Ah, eu...
E aí a conversa foi indo. E, para ajudar, a menina me diz que fez 73 pontos na primeira fase. Ela devias estar brincando comigo. Depois ela disse que nem queria fazer isso, já estava matriculada em uma faculdade de Moda. Ela só podia estar brincando comigo.
Levei a menina até a facul, disse tchau, e entrei.
A última coincidência que eu queria naquela hora!

Fala Doente!: Sábado, Janeiro 06, 2007

"Dia perfeito para na esquina e diz good bye"
Cachorro Grande

Ahá!
Quando eu já tinha escrito um texto falando que eu tinha esquecido o texto que eu ia escrever, eu lembrei o texto que eu ia escrever!
...
Complicado?
Não importa, o que importa é que eu voltei de viagem cheia de vontade de escrever nesse humilde blog que começa mais um ano atrasado como sempre (já é dia 6 de janeiro e só agora que eu atualizo? tsc tsc tsc...)

Enfim, vamos ao que importa. Antes, eu preciso contextualizar - como sempre, eu tenho que dar voltas e voltas até chegar no que interessa.
Esses dias eu fui viajar para Florianópolis com meus tios, primos, irmã e uma companhia inusitada: um monte de americanos. Meu primo fez intercâmbio faz uns anos, e a "família" dele veio visitá-lo pela segunda vez esse mês, mais os outros caras que fizer intercâmbio lá também. E fomos todos viajar, porque os gringos adoram viajar.
Eu fui para floripa com eles, o que foi divertidíssimo, além das praias lindas, do sol de rachar todos os dias, do meu super-bronzeado-não-tão-super-assim, eu ainda pude ter aulas de english de graça. E lógico que isso rendeu momentos inusitados. Várias situaçãoes em que a gente tem que dar uma de tradutora. O problema é que ninguém tem um botão pra trocar inglês/português, e de tanto falar inglês, a gente acabava falando assim com os brasileiros também. Nota para quando a minha tia pedia a comida ao garçons em inglês e perguntava em português para os gringos o que eles queriam fazer.
Nós voltamos de lá na quarta, e quinta fomos todos jantar em São Paulo. E aí aconteceu um negócio que me deixou pensando.
Tínhamos parado o carro do estacionamento, e uma das americans queria pegar um negócio no carro, e eu fui com ela para traduzir. Quando ela chegou no estacionamento falando sem parar (em inglês, claro), o carinha que lá trabalhava perguntou:
- Ela não fala português, não?
- Não, ela é da Califórnia, - eu disse.
- Ah, e o que ela tá fazendo aqui?!
- Tá passando as férias...
- E não tinha lugar melhor pra passar as férias não?! - perguntou, indgnado, o trabalhador.
Na hora eu falei "eles adoram o Brasil", peguei as coisas no carro e saí com ela. Mas depois eu fiquei pensando...
Como assim "não tnha lugar melhor?"?
O Brasil é um dos melhores lugares do mundo para se conhecer. Eu sei que nós somos pobres, a economia é uma bosta, só tem político corrupto, um monte de analfabeto e tudo mais. Eu sei que temos que prestar atenção nos nossos problemas pra poder mudá-los. Mas enquanto o brasileiro não souber dar valor à sua pátria, fica difícil.
Esses americanos que eu falei adoram o Brasil. Estiveram aqui pela segunda vez e planejam vir de novo. Não adoram apenas as praias lindas que conheceram, mas adoram as pessoas, a cultura, principalmente. Se eles, que vêm de uma superpotência, são capazes de admirar as nossas riquezas, como nós não fazemos o mesmo?
Afinal, temos tantos problemas... Se não valorizarmos nossas riquezas, não teremos nada. Baixo-auto-estima só atrapalha.
Ainda por esse tema, outro dia eu estava assistindo o programa da Oprah (sim, eu assisto a isso), e estava lá o Will Smith divulgando seu novo filme, que parece ser muito bom (The Pursuit of Hapiness - não sei em português). É sobre a história real de um cara que era sem-teto e tinha um filho pequeno que lutou para conseguir um emprego, criar um filho, e mudar de vida. Antes eles tinha que dormir no banheiro do metrô e hoje ele é milionário. É mais umas daquelas histórias de superação típicas do cinema americano, mas que são boas lições de vida, ao meu ver.
Enfim, estava tudo muito bom, até que a Oprah diz:
- Eu acho que está é uma história que só poderia acontecer nos Estados Unidos.
Quê?!?!?!
Quer dizer que só um estadunidense seria capaz de se superar e reverter sua condição social? Nenhuma pessoa, em nenhum outro lugar do mundo seria capaz de tal fato?
Por quê? Somos assim tão inferiores?
A primeira pessoa que me veio na cabeça foi o Silvio Santos - um camelô que hoje possui a segunda maior emissora de tevê do país, e até onde sei, brasileirissímo.

Sei lá. São coisas que eu fico pensando, deve ter alguma coisa errada aí. Primeiro, um brasileiro se rebaixando; segundo, americanos se idolatrando.
Só acho que devia ter um meio-termo.

Caramba, escrevi tanto que acho até que me perdi um pouco. Esse ano eu comecei revendo muitas coisas, sobre o modo como nós nos comportamos e os reflexos que isso tem. Eu vou tentar esclarecer isso melhor, mas não agora.
Amanhã tenho minha prova da fuvest, deixo para queimar meus neurônios depois!

Fala Doente!:
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